sábado, 4 de dezembro de 2010

A Palavra é uma Aliança

...e nós usamo-la como grilheta

S. Dâmaso I

11 Dezembro

Rita Figueiredo





Algumas ideias sobre a Aliança


Aliança - Na Sagrada Escritura, o re­­lacionamento de Deus com os ho­mens aparece repetidamente em termos de aliança de amizade, estabelecida di­versas vezes e de diversas formas (com Noé, Abraão, Moisés), até à “nova e eterna aliança” selada com o sangue de Cristo. O termo *Testamento (Antigo e Novo) que entra na designação cor­ren­te das duas partes da Bíblia tem o sig­nificado de Aliança. Aliança ma­trimonial.

Arca da Aliança - Na descrição do Ex (25,10-22; 37,1-9), era uma caixa de cerca de 1,20x0,70x0,70 m, de madeira de acácia, forrada de ouro, com uma tam­pa também forrada de ouro (o “pro­pi­ciatório”) com dois querubins de ouro, cujas asas se juntavam, cobrindo-a. Nela se guardavam as duas tábuas do *De­cá­logo. Mandada construir por Ja­vé, sob a orientação de Moisés, desti­nava-se a ser sinal da presença de Deus no meio do seu povo. No tempo de Sa­lo­mão, foi introdu­zida no Santo dos Santos do novo Tem­plo de Jerusalém (1Rs 8,1-9). De­sa­pa­re­ceu com a des­trui­ção deste tem­plo pelos Babilónios em 587 a.C.

Código da aliança - Em Escritura, tam­bém chamado “Livro da Aliança” (Ex 24,7), é o conjunto de normas mo­rais, ri­tuais e sociais que se encontra no livro do Ex (20,22 a 23,19), logo a se­guir ao *De­cálogo (Ex 20,1-17), no con­­texto da teofania da Aliança estabe­lecida por Javé com o povo escolhido pela mediação de Moi­sés. Os especia­lis­tas estimam, po­rém, a sua redacção bastante mais tardia.

Textos retirados da Enciclopédia Católica Popular

Há pelo menos 300 mil pessoas a passar fome em Portugal

Muitas famílias não conseguem garantir uma alimentação adequada, embora não seja fácil chegar a números. Até porque a "cara da pobreza está a mudar", dizem as instiruições
Trezentos mil. Ou melhor, pelo menos 300 mil. É este o número de portugueses que ainda passam fome. O número que "nos envergonha a todos", segundo o Presidente da República. Cavaco Silva lançou o alerta a propósito da iniciativa "Direito à Alimentação", que quer distribuir as sobras dos restaurantes por 4500 instituições de solidariedade e assim matar a fome às famílias carenciadas.
"Relativamente à fome faltam dados e temos de nos limitar ao que dizem as instituições que apoiam as famílias cadenciadas, nomeadamente o Banco Alimentar, que apontava para 280 mil pessoas há uns meses, antes da crise", explica o investigador Alfredo Bruto da Costa. Um número que entretanto chegou aos 300 mil ao longo deste ano.
"Pelo que temos ouvido, pelos apelos de instituições de apoio social, é possível que este número esteja a crescer", acrescenta o especialista que tem estudado a pobreza em Portugal desde os anos 80. E mesmo assim é difícil incluir neste número a "pobreza envergonhada" que não procura ajuda. A crise pode mesmo inverter a tendência de diminuição da pobreza que Portugal registou nas últimas décadas, alerta Alfredo Bruto da Costa. "Em 2008, antes de sermos atingidos pela crise, tínhamos 18% de pobres. Depois disso não sabemos o que aconteceu", conclui.
Três instituições que da rua tiram a ideia de que a vida está mais complicada são a Legião da Boa Vontade, a Comunidade Vida e Paz (CVP) e a AMI. "Já não são só os sem-abrigo a procurar carrinhas de distribuição de comida", diz Heloísa Teixeira, da Legião. "A cara da pobreza mudou", reforça Elisabete Cardoso, da CVP. Já a AMI, nos primeiros seis meses deste ano ajudou tantas pessoas como em 2005. "Recebemos pedidos de ajuda de pessoas sem dinheiro para comer, para medicamentos, renda, água ou uma botija de gás para cozinhar", diz Ana Martins. Mais

A Rita disse...


Que significado tem para mim a o Advento e o Natal?


Olá a todos! Desculpem o atraso do post..

Para mim o Natal tem um significado muito especial, adoro esta época; como é natural e como todas as crianças o que me importava eram as prendas demorava tanto a chegada da hora de abrir as prendas :P..

Mas agora não, já nem me importo com o que me dão; agora o que realmente importa é estar com as pessoas que mais gosto, a minha familia, ir à missa do galo e renovarmo-nos no amor, solidariedade.

Como já tinha dito num comentário, para mim o Natal é recebermos o menino Jesus e sermos como ele ou pelo menos tentarmos. O advento é precisamente a preparação, é olharmos para a nossa vida e vermos os nossos erros, faltas e recomeçar.

A sociedade de hoje percebe o Natal como sinal da Aliança?

A Aliança de Deus é feita no Antigo Testamento e restaurada com a chegada de Jesus, porque é ele que diz para fazermos três coisas fundamentais: amar a Deus e aos outros; orar e anunciar.

E claro que o Natal é sinal disso, é lembrarmo-nos que temos uma Aliança feita por Jesus. E é esse o principal significado de Natal; mas a sociedade cada vez mais não se apercebe disso, o importante são os bens supérfulos e as prendas, principalmente pessoas não cristãos.

Mas a pergunta que me coloco, será que nos lembramos? Será que restauramos e cumprimos a Sua Aliança? Também não somos assim tão perfeitos...

O nascimento de Jesus modifica a relação entre as pessoas e entre as comunidades? O que penso dos estrangeiros? No contexto da crise económica, sinto-os como uma ameaça? Ou o mal é outro?


O espírito do Natal tem um poder muito curioso, modifica as pessoas, as pessoas ficam mais preocupadas com os outros, as relações modificam-se. Mas para mim não devia acontecer apenas nesta altura...

Em relação a outros países, Portugal está muito mal, Portugal a nível economico tem vindo a decrescer e isso pode-se notar com os números de pessoas com fome e pessoas na rua a aumentar. Mas não sinto esses países como ameaça porque o mal é nosso, nós é que não fizemos escolhas certas, isto é apenas as consequências dos antecedidos há muitos anos na nossa história.

E também acho que o poder económico não deve interferir com o Natal, porque esse espírito pode ser espalhado independentemente do poder económico, se repararmos o menino Jesus nasceu pobre, e o Natal é o menino Jesus.

Agora a questão é o comportamento de cada pessoa; é mais importante o grande banquete e as prendas?


6 comentários:

  1. O mais importante, de facto, Rita, não são o banquete nem prendas... sobretudo, agora, neste tempo de tantas promessas, em que, paradoxalmente, hordas e hordas de crianças, mulheres e homens são excluídos do grande banquete da paz, do desenvolvimento, da fraternidade... Pensando nisto, não posso deixar de recordar a palavra do nosso pastor, há duas semanas, quando rezavamos sobre este tema: a dicotomia entre Aliança e grilheta, lembras-te?... Quê grilhetas, quê amarras, quê tentações de quê abismos nos afastam de Deus?

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  2. Olá Rita!
    Estou tentada a dizer que o grande banquete e as prendas constituem a grilheta, que nos impede de ser livres para viver este Natal à maneira do Jesus despojado.
    A Aliança, por outro lado, é o sinónimo de liberdade! E esta Aliança é realmente a Palavra, resumindo-se nesta tudo aquilo que quer significar o Natal e o Advento.

    O Natal é este grande momento, em que Deus nos propõe um meio de renovar a nossa Aliança com Ele: Jesus!

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  3. Rita, ao ler o teu comentário, em particular o trecho: "o espírito de Natal tem um poder muito curioso, modifica as pessoas...", mil ideias me invadiram. Escolhi uma fotografia para ilustrar a que predominou. Nela, três jovens parecem saltar para o desconhecido. "Ilusões!", dirão os mais prudentes. Mas hoje, mais do que nunca, urge vencer o medo e empreender... Se Deus está por mim, quem está contra mim?... Quem conhece o nosso Deus, quem frequenta a sua tenda, transfigura-se e, transfigurando-se, transforma o mundo.

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  4. Obrigada pelos vossos comentários :)
    Sim Henrique acho que calhou bem essa fotografia :D, claro Deus tem esse poder de transformar, e é nesse poder que deviamos confiar e tal como dizes vencer o medo, arriscar se Ele me disser para o fazer.

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  5. Como tu própria referiste "o poder económico não deve interferir com o Natal", no entanto devido ao novo conceito de época natalícia, os pobres são vistos à partida como condenados a um "mau" Natal...o que, claro, não deveria acontecer...

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  6. Telma & Companhia, como pode o ROTA aliviar o sofrimento dos pobres?

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