quinta-feira, 23 de dezembro de 2010


A palavra fala da vida do nosso criador. A palavra não é um livro de se pôr na prateleira, mas sim de se ter perto de nós, pronto a ser lido. A palavra salva-nos , ensina-nos ... A palavra é uma esperança e uma causa. A palavra é alimento e sacia-nos. Não deixemos que esta palavra seja só um conjunto de letras mas sim a nossa fé e ensinamentos. "Sob a tua Palavra , lançaremos as redes "


Desejo a todos um Feliz e Santo Natal :)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A Palavra em construção...

A Palavra é uma Festa, por Jorge Miguel, em 2010-12-08
...e nós convertemo-la em funeral.
A Palavra é uma Vida, por Pedro, em 2010-12-09
...e nós tornamo-la um catecismo.
A Palavra é um Testemunho, por Rui em 2010-12-10
...e nós esvaziamo-la numa história.
A Palavra é uma Aliança, por Rita Figueiredo, em 2010-12-11
...e nós usamo-la como grilheta.
A Palavra é uma Proposta, por Telma, em 2010-12-12
...e nós fazemos dela uma receita.
A Palavra é um Testamento, por Ana Raquel, em 2010-12-13
...e nós encaramo-la como lei.
A Palavra é um Caminho, por Varelas, em 2010-12-14
...e nós vemos nela um tropeço.
A Palavra é uma Experiência, por Joana Figueiredo, em 2010-12-15
...e nós reduzimo-la a uma teoria.
A Palavra é uma Luzpor Henrique Borges, em 2010-12-16
...e nós fechamo-la num quarto escuro.

A Palavra é um Alimentopor Rita Candeias, em 2010-12-17
...e nós conservamo-la como uma pedra preciosa.
A Palavra é uma Pessoapor José, em 2010-12-18
...e nós chamamo-lhe livro.
A Palavra é um Diáriopor Mónica, em 2010-12-19
...e nós lemo-la como um compêndio.



ALERTA! Recebi este convite agora. Vamos?


















Assim vai a nossa participação:

Leituras interessantes:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Aquele que é a Palavra fez-se homem

... e o homem desfez-se em palavras

NATAL

25 Dezembro

Erikson



A Palavra é a Verdade

... e nós estudamo-la como uma ciência

S. João Kenty

23 Dezembro

Felipa



A Palavra é a Salvação

... e nós proclamamo-la como letra morta

S. Delfim

24 Dezembro

Lucília

A Palavra é um Oratório

... e nós entramos nela como numa escola

Sta. Francisca

22 Dezembro

Joana Araújo

A Palavra é uma Fonte

... e nós transformamo-la num depósito

S. Pedro Canísio

21 Dezembro

Alexandre

A Palavra é um Álbum

... e nós olhamos para ela como se fosse um museu

S. Domingos Silos

20 Dezembro

Diogo

A Palavra é um Diário

...e nós lemo-la como um compêndio

IV Domingo do Advento

19 Dezembro

Mónica



Definição de diário
Definição de compêndio

Diários online

Categoria destinada aos diários de cariz mais pessoal da blogosfera. Weblogs que mantêm uma actualização constante, ao sabor do quotidiano, o que no entanto não significa que o que vai encontrar neles seja muito rotineiro. Pode-se dizer que o prato forte destes web logs é a sua variedade de assuntos e registos.

Evangelho de São Mateus

Escrevendo entre judeus e para judeus, Mateus procura mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias. A partir do exemplo do Senhor, reflecte a praxe eclesial de explicar o mistério messiânico mediante o recurso aos textos da Escritura e de interpretar a Escritura à luz de Cristo. Esta característica marcante contribui para compreender o significado do cumprimento da Lei e dos Profetas: Cristo realiza as Escrituras, não só cumprindo o que elas anunciam, mas aperfeiçoando o que elas significam (5,17-20). Assim, os textos da Escritura neste Evangelho confirmam a fidelidade aos desígnios divinos e, simultaneamente, a novidade da Aliança em Cristo.



Apesar dos característicos agrupamentos de narrações, não é fácil determinar o plano ou estabelecer as grandes divisões do livro. Dos tipos de distribuição propostos pelos críticos, podemos referir três:
1. Segundo o plano geográfico: o ministério de Jesus na Galileia (4,12b-13,58), a sua actividade nas regiões limítrofes da Galileia e a caminho de Jerusalém (14,1-20,34), ensinamentos, Paixão, Morte e Ressurreição em Jerusalém (21,1-28,20).
2. Segundo os cinco “discursos”, subordinando a estes as outras narrações: resulta daí um destaque para a dimensão doutrinal e histórica da existência cristã.
3. Segundo o objectivo de referir o drama da existência de Jesus: Mateus apresenta o Messias em quem o povo judeu recusa acreditar (3,1-13,58) e que, percorrendo o caminho da cruz, chega à glória da Ressurreição (14-28).
Aqui, limitamo-nos a destacar:
I. Evangelho da Infância de Jesus (1,1-2,23);
II. Anúncio do Reino do Céu (3,1-25,46);
III. Paixão e Ressurreição de Jesus (26,1-28,20).


Evangelho de São Marcos

O Evangelho de Marcos reflecte a catequese que Pedro, testemunha presencial dos acontecimentos, espontâneo e atento, ministrava à sua comunidade de Roma. É o mais breve dos quatro e situa-se no Cânon entre os dois mais extensos Mateus e Lucas e a seguir a Mateus, o de maior uso na Igreja. Até ao séc. XIX, Marcos foi pouco estudado e comentado, para não dizer praticamente esquecido. Santo Agostinho considerava-o como um resumo de Mateus.

A investigação mais aprofundada desde o século passado, à volta da origem dos Evangelhos, trouxe Marcos à luz da ribalta; hoje, é geralmente considerado o mais antigo dos quatro. Na verdade, supõe uma fase mais primitiva da reflexão da Igreja acerca do Acontecimento Cristo, que lhe deu origem; e só ele conserva o esquema da mais antiga pregação apostólica, sintetizada em Actos 1,22: começa com o baptismo de João (1,4) e termina com a Ascensão do Senhor (16,19).
É comum afirmar-se que todos os outros Evangelhos, sobretudo os Sinópticos, supõem e utilizaram mais ou menos o texto de Marcos, assim como o seu esquema histórico-geográfico da vida pública de Jesus: Galileia, Viagem para Jerusalém, Jerusalém.

O Evangelho de São Marcos é desenvolvido ao longo das 5 secções:
I. Preparação do ministério de Jesus: (1,1-13);
II. Ministério na Galileia: (1,14-7,23);
III. Viagens por Tiro, Sídon e a Decápole: (7,24-10,52);
IV. Ministério em Jerusalém: (11,1-13,37);
V. Paixão e Ressurreição de Jesus: (14,1-16,20).

Evangelho de São Lucas


O terceiro Evangelho é atribuído a Lucas, que também é o autor dos Actos dos Apóstolos. Segue os usos dos historiógrafos do seu tempo, mas a história que ele deseja apresentar é uma história iluminada pela fé no mistério da Paixão e Ressurreição do Senhor Jesus. O seu livro é um Evangelho, uma história santa, uma obra que apresenta a Boa-Nova da salvação centrada na pessoa de Jesus Cristo.

O esquema geral do livro é o mesmo que se encontra em Mateus e em Marcos: uma introdução, a pregação de Jesus na Galileia, a sua viagem para Jerusalém, a Paixão e Ressurreição como cumprimento final da sua missão. A construção literária é elaborada com cuidado e reflecte grande sensibilidade, procurando salientar os tempos e lugares da História da Salvação e pondo em evidência a projecção existencial do projecto evangélico.
Prólogo (1,1-4) em que anuncia o tema, o método e o fim da sua obra. Lucas expõe por ordem o que se refere à vida e à mensagem de Jesus de Nazaré, filho de Maria, Filho de Deus.
I. Evangelho da infância (1,5-2,52) de João Baptista e de Jesus.
II. Prelúdio da missão messiânica de Jesus (3,1-4,13).
III. Ministério de Jesus na Galileia (4,14-9,50): a sua atitude face às multidões, aos primeiros discípulos e aos adversários (4,31-6,11); o seu ensino aos discípulos (6,12-7,50); a associação estreita dos Doze à sua missão (8,1-9,50).
IV. Subida de Jesus a Jerusalém (9,51-19,28). O esquema literário de Lucas é, ao mesmo tempo, original, mas artificial, sem continuidade geográfica nem progressão doutrinal. Tal quadro permite ao autor reunir uma série de elementos, em parte convergentes com os de Mateus e Marcos, colocando-os na perspectiva do evento pascal, a consumar-se na cidade de Jerusalém. Jesus dirige-se a Israel, chamando-o à conversão; mas é, sobretudo, para os discípulos que os seus ensinamentos se orientam, tendo em conta o tempo em que já não estará presente entre eles.
V. Ministério de Jesus em Jerusalém (19,29-21,38): o ensino de Jesus no templo (20,1-21,37).
VI. Paixão, morte e ressurreição de Jesus (22,1-24,53): a narração da Paixão e as narrações da Páscoa (22,1-24,53). Omitindo a tradição das aparições na Galileia e situando todos os eventos pascais em Jerusalém, Lucas põe em evidência o lugar central daquela cidade na História da Salvação. De lá vai irradiar também a mensagem evangélica, relatada pelo mesmo autor no livro dos Actos.


Evangelho de São João


Este Evangelho tem características muito próprias, que o distinguem dos Sinópticos. Mesmo quando refere idênticos acontecimentos, João apresenta perspectivas e pormenores diferentes dos Sinópticos. Não obstante, enquadra-se, como estes, no mesmo género literário de Evangelho e conserva a mesma estrutura fundamental e o mesmo carácter de proclamação da mensagem de Jesus.

Alguns temas importantes dos Sinópticos não aparecem aqui: a infância de Jesus e as tentações, o sermão da montanha, o ensino em parábolas, as expulsões de demónios, a transfiguração, a instituição da Eucaristia… Por outro lado, só João apresenta as alegorias do bom pastor, da porta, do grão de trigo e da videira, o discurso do pão da vida, o da ceia e a oração sacerdotal, os episódios das bodas de Caná, da ressurreição de Lázaro e do lava-pés, os diálogos com Nicodemos e com a samaritana…
Ao contrário dos Sinópticos, em que toda a vida pública de Jesus se enquadra fundamentalmente na Galileia, numa única viagem a Jerusalém e na breve presença nesta cidade pela Páscoa da Paixão e Morte, no IV Evangelho Jesus actua sobretudo na Judeia e em Jerusalém, onde se encontra pelo menos em três Páscoas diferentes (2,13; 6,4; 11,55; ver 5,1).
vocabulário é reduzido, mas muito expressivo, de forte poder evocativo e profundo simbolismo, com muitas palavras-chave: verdade, luz, vida, amor, glória, mundo, julgamento, hora, testemunho, água, espírito, amar, conhecer, ver, ouvir, testemunhar, manifestar, dar, fazer, julgar...
Mas a grande originalidade de João são os discursos. Nos Sinópticos, estes são pequenas unidades literárias sistematizadas; aqui, longas unidades com um único tema (3,14-16; 4,26; 10,30; 14,6).
estilo é muito característico, desenvolvendo as mesmas ideias de forma concêntrica e crescente. Assim, os temas da “Luz”: 1,4.5.9; 3,19-21; 8,12; 9; 11,9-10; 12,35-36.46; da “Vida”: 1,4; 3,15-16; 5,1-6,71 (desenvolvimento); 10,10.17-18.28; 11,25-26; 12,25.50; da “Hora”: 2,4; 5,25.28; 7,30; 8,20; 12,23.
Tem um carácter dramático. Depois de tantos anos, Jesus continua a ser rejeitado pelo seu próprio povo (1,11) e os judeus cristãos a serem hostilizados pelos judeus incrédulos (9,22.34; 12,42; 16,2). O homem aceita a oferta divina e tem a vida eterna, ou a rejeita e sofre a condenação definitiva (3,36).
Apesar disso, todo o Evangelho respira serenidade e vai ao ponto de transformar as dúvidas em confissões de fé (4,19.25; 6,68-69), os escárnios em aclamações (19,3.14) e a infâmia da cruz num trono de glória (3,14; 8,28; 12,32). Para isso, o evangelista serve-se dos recursos literários da ironia (3,10; 4,12; 18,28), do mal-entendido (2,19.22; 3,3; 4,10.31-34; 6,41-42.51; 7,33-36; 8,21-22.31-33.51-53.56-58), das antíteses (luz-trevas, verdade-mentira, vida-morte, salvação-condenação, celeste-terreno) e das expressões com dois sentidos: do alto ou de novo (3,3), pneuma (3,8), no sentido de vento e espírito, erguer para significar crucificar e exaltar, ver no sentido físico e espiritual, água viva, etc..
Outra característica é o simbolismo, que pertence à própria estrutura deste Evangelho, organizado para revelar tudo o que nele se relata: milagres, diálogos e discursos. Assim, os milagres são chamados “sinais”, porque revelam a identidade de Jesus, a sua glória, o seu ser divino e o seu poder salvador, como pão (6), luz (9), vida e ressurreição (11), em ordem a crer nele; outras vezes são “obras do Pai”, mas que o Filho também faz (5,19-20.36).


A Mónica disse...


No diário da tua vida, que lugar ocupam palavras como verdade, luz, vida, amor, glória, mundo, julgamento, hora, testemunho, água, espírito, amar, conhecer, ver, ouvir, testemunhar, manifestar, dar, fazer, julgar...


Neste Advento, que “sinais” na tua vida procuram mostrar como na pessoa e na obra de Jesus se cumpriram as Escrituras, que falavam profeticamente da vinda do Messias?


Neste Natal, o que não deveríamos oferecer uns aos outros?



A Palavra em construção...

A Palavra é uma Pessoa

...e nós chamamo-lhe livro

S. Flávio

18 Dezembro

José


Definição de pessoa
Definição de livro

A pessoa


1. Sentidos diversos

No uso corrente, pessoa é um ser humano; para os juris­­consultos é um sujeito de direitos e deveres; para os filósofos, é “uma subs­tân­cia individual de natureza racional”; para os teólogos cristãos, depois das dis­cussões trinitárias que permitiram dar sentidos precisos a termos como hipóstase, pessoa, substância, natureza, relação…, é “uma natureza racional subsistente em si” (S. Tomás de Aqui­no); para a moderna filosofia, de índole psicológica, define-se pela consciência, pela liberdade e pela capacidade de re­la­cionamento com os outros.

2. Pessoa física (na Igreja)

É pelo Bap­tis­mo que alguém é constituído pessoa na Igreja, com os direitos e deveres pró­prios dos cristãos, cujo exercício depen­de da idade e de certas condições ou cir­­cuns­tân­cias definidas no Código de Direito Canónico (96-112). Com a evolução das ideias, ­sobretudo a partir da Renascença, a humanidade e a própria Igreja foram tomando consciência mais viva da dignidade da pessoa humana e da obrigação de lhe proporcionar o melhor exer­cício dos respectivos direitos, liberdades e deveres. A escravatura, as perseguições religiosas e outras, as gritantes desigualdades no mundo e em cada ­comunidade política foram aparecendo como condenáveis, tudo devendo ser fei­to para as superar. A Doutrina Social da Igreja é o fruto desta tomada de consciência (cf. Cat. 1700ss; 1878ss).

3. Pes­soa jurídica (em CDC)

Termo actual­­mente preferido a “pessoa moral” para designar sujeitos de especiais obrigações e direitos distintos das pessoas físicas. De direito divino, são a Igreja e a Sé Apostólica; de direito eclesiástico podem ser associações de pes­soas físicas (anteriormente ditas colegiais) ou fundações autónomas (ante­rior­mente ditas não colegiais e constituídas por universalidades de coisas, em­bo­ra geridas por uma ou mais pessoas físicas ou por um colégio). Umas e outras di­zem-se públicas quando constituídas pela autoridade eclesiástica com­pe­tente, para, dentro dos fins próprios, desempenharem em nome da Igreja um múnus ordenado ao bem público; as outras di­zem-se privadas. Adquirem per­so­nali­dade jurídica com a aprovação dos esta­tutos pela autoridade competente (cf. CDC 113-123).

4. Pessoas divinas

Deus, como Ser supremo, é neces­sa­ria­men­te único. Mas a concepção da unicidade de um Deus (monismo) é rela­ti­va­mente recente, pois data da revelação primitiva, há menos de 4000 anos, à qual fo­ram fiéis, no meio do politeísmo envolvente, os patriarcas, Moisés e o povo he­breu. A revelação cristã fez avançar no conhecimento da vida íntima de Deus. J. C. apresentou-se como Filho de Deus, em tudo igual ao Pai, ao Qual se une intimamente no Espírito Santo. Deu assim a entender que, Deus, sendo um só, não é solitário, mas uma comunhão de três Pessoas divinas, cada uma delas plenamente Deus, distinguindo-se das outras pelas relações de origem: o Pai gera o Filho; o Filho é gerado pelo Pai; o Es­pí­rito Santo procede de Ambos. Os cris­tãos adoram um Deus único e cada uma das três Pessoas divinas, em nome das Quais foram constituídos filhos de Deus e membros da Igreja pelo Baptismo (cf. Mt 28,19; Cat. 249-266).

Fonte: Enciclopédia Católica Popular

A pessoa (estado)

1. Estado canónico

É o conjunto das qualidades e circuns­tân­cias pessoais de que depende a de­ter­minação dos respectivos direitos e deveres. Em CDC (96; 204), chama-se fiel (em lat., christifidelis, a que cor­res­­pon­de a designação corrente de “ca­tólico”), quem, pelo Baptismo, se in­cor­porou na Igreja (Católica) e nela está constituído em pessoa com os de­ve­res e direitos pró­prios da sua con­di­ção. Esta condição depende de circuns­tâncias muito diversas:

  1. idade: maior, menor, infante e o que a este se equi­para (CDC 97-99);
  2. domicílio: mora­dor, adventício, pe­re­grino, vago (CDC 100-107);
  3. esta­do de vida (V. abai­xo, 2): leigo, clé­ri­go, re­ligioso ou com outra forma de con­sa­gra­ção; solteiro, casado, separado, viú­vo (CDC 207;
  4. co­munhão ecle­siás­tica: plena comu­nhão, comunhão ferida por sanção canónica, e casos especiais de comu­nhão parcial do catecúmeno e do não católico.

2. Estados de vida

Por instituição di­vi­na, distinguem-se, en­tre os fiéis, os mi­nistros sagrados pelo sacramento da Ordem (em CDC cha­mados clérigos) dos restantes (leigos). De uns e outros há os que, pela profissão dos conselhos evangélicos, se consagram de modo par­ticular a Deus e à missão salvífica da Igreja (religiosos e outros consagrados que optaram por um “estado de per­feição”) (CDC 207). Os leigos (marcados pelo sacramento do Baptismo e desejavelmente pelo do Crisma) po­dem optar pelo estado conjugal ou ma­tri­monial (que J. C. consa­grou com um especial sacramento, o do Matrimónio) ou manterem-se celiba­tá­rios, consagrados ou não (CDC 226). Uns e outros po­dem aceder a ofícios eclesiásticos (CDC 228). A viuvez é tam­­bém um estado especialmente considerado pela Igreja que, à semelhança das virgens, admite viúvas (e também os viúvos) que o quei­ram a formas de consagração (cf. Exort. ap. Vita consecra­ta, de 25.3.1996, n.7). A opção por um estado de vida é vista pela Igreja como res­pos­ta livre ao chamamento de Deus (vo­ca­ção), pelo que se deve fazer com discernimento e prudência, sob pena de arriscar a realização pessoal e, portanto, a felicidade, mesmo neste mun­do. A aju­da da parte da Igreja concretiza-se nas diversas formas da pastoral das vocações.

3. Estado de graça

É o estado de ami­zade com Deus, ad­qui­rido (ou confirmado) no Baptismo e, eventualmente, recuperado (normalmente na Peni­tên­cia) quando perdido pelo peca­do grave (estado de pecado). O e. de g. de­fende-se pela luta contra o peca­­do e o que leva a ele, i.e., o que se cos­­tuma cha­­mar os ini­migos do ho­mem (o mun­­do, o de­mó­nio e a car­ne). E cres­­ce com o recurso aos meios de santificação: sa­cra­mentos, exercício das vir­tudes e dons do Es­pírito Santo, ora­ção, e ainda a ou­tros meios secundários, como: exercício da presença de Deus, exame de cons­ciência, plano de vida, leitura espi­ritual, ami­zades santas, direcção espiri­tual.

Fonte: Enciclopédia Católica Popular

O José disse...


Neste Advento, a caminho do Natal, o que sentes que a Igreja deve denunciar? Aponta alguns exemplos de escravatura, perse­guições e desigualdades que vigoram nos nossos dias e no nosso país.



Neste Advento, tens reflectido, com discernimento e prudência sobre a tua vocação?



Que uso tens feito dos meios de santificação (sa­cra­mentos, exercício das vir­tudes e dons do Es­pírito Santo, ora­ção, exame de cons­ciência, plano de vida, leitura espi­ritual, ami­zades santas, direcção espiri­tual) que estão à tua disposição?







A Palavra é um Alimento

...e nós conservamo-la como uma pedra preciosa

17 Dezembro

Rita Candeias



Definição de alimento
Definição de pedra preciosa

Citações do Wikiquote


Alimento

Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.


  • "Trabalhou para viver; depois, ainda para viver, porque o coração também necessita de alimento, amou."
- Victor Hugo; Fonte: "Os Miseráveis" - Tomo I, Parte Primeira, Livro Terceiro, Cap. II (Duplo Quarteto)
  • " O livro é o alimento da alma".
- Ziraldo citado em "Panorama editorial: revista mensal da Câmara Brasileira do Livro": Volume 1,Edições 1-12, Câmara Brasileira do Livro - CBL2004
  • "A maioria pensa com a sensibilidade, eu sinto com o pensamento. Para o homem vulgar, sentir é viver e pensar é saber viver. Para mim, pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar".
- Fernando Pessoa no Livro do Desassossego
  • "Jamais me alimento com o estômago vazio."
- I never eat on an empty stomach
- Tallulah: my autobiography - página 325, de Tallulah Bankhead - publicado por Univ. Press of Mississippi, 2004, 2. ed., ISBN 1578066352, 9781578066353 - 341 páginas
  • "Leitura é exercício da condição de pensar, é alimento para a imaginação, é refinamento do espírito. De nada servem normas de 'como' escrever, a quem não tem 'o que' dizer."
- Luzia de Maria; "in Leitura & Colheita - Livros, leitura e formação de leitores, Editora Vozes, 2002."

Discurso do Pão do Céu

«22No dia seguinte, a multidão que ficara do outro lado do lago reparou que ali não estivera mais do que um barco, e que Jesus não tinha entrado no barco com os seus discípulos, mas que estes tinham partido sozinhos. 23Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades até ao lugar onde tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, a multidão subiu para os barcos e foi para Cafarnaúm à procura de Jesus. 25Ao encontrá-lo no outro lado do lago, perguntaram-lhe: «Rabi, quando chegaste cá?» 26Jesus respondeu-lhes:
«Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-me, não por terdes visto sinais miraculosos, mas porque comestes dos pães e vos saciastes. 27Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna, e que o Filho do Homem vos dará; pois a este é que Deus, o Pai, confirma com o seu selo28Disseram-lhe, então: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» 29Jesus respondeu-lhes: «A obra de Deus é esta: crer naquele que Ele enviou30Eles replicaram: «Que sinal realizas Tu, então, para nós vermos e crermos em ti? Que obra realizas Tu? 31Os nossos pais comeram o maná no deserto, conforme está escrito: Ele deu-lhes a comer o pão vindo do Céu
32E Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: Não foi Moisés que vos deu o pão do Céu, mas é o meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do Céu, 33pois o pão de Deus é aquele que desce do Céu e dá a vida ao mundo.» 34Disseram-lhe então: «Senhor, dá-nos sempre desse pão!» 35Respondeu-lhes Jesus:
«Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não mais terá fome e quem crê em mim jamais terá sede. 36Mas já vo-lo disse: vós vistes-me e não credes. 37Todos os que o Pai me dá virão a mim; e quem vier a mim Eu não o rejeitarei, 38porque desci do Céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39E a vontade daquele que me enviou é esta: que Eu não perca nenhum daqueles que Ele me deu, mas o ressuscite no último dia. 40Esta é, pois, a vontade do meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e Eu o ressuscitarei no último dia.»
41Os judeus puseram-se, então, a murmurar contra Ele por ter dito: ‘Eu sou o pão que desceu do Céu’; 42e diziam: «Não é Ele Jesus, o filho de José, de quem nós conhecemos o pai e a mãe? Como se atreve a dizer agora: ‘Eu desci do Céu’?»
43Jesus disse-lhes, em resposta: «Não murmureis entre vós. 44Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não atrair; e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia. 45Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Todo aquele que escutou o ensinamento que vem do Pai e o entendeu vem a mim. 46Não é que alguém tenha visto o Pai, a não ser aquele que tem a sua origem em Deus: esse é que viu o Pai. 47Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê tem a vida eterna. 58Eu sou o pão da vida. 49Os vossos pais comeram o maná no deserto, mas morreram. 50Este é o pão que desce do Céu; se alguém comer dele, não morrerá. 51Eu sou o pão vivo, o que desceu do Céu: se alguém comer deste pão, viverá eternamente; e o pão que Eu hei-de dar é a minha carne, pela vida do mundo
52Então, os judeus, exaltados, puseram-se a discutir entre si, dizendo: «Como pode Ele dar-nos a sua carne a comer?!» 53Disse-lhes Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes mesmo a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e Eu hei-de ressuscitá-lo no último dia, 55porque a minha carne é uma verdadeira comida e o meu sangue, uma verdadeira bebida. 56Quem realmente come a minha carne e bebe o meu sangue fica a morar em mim e Eu nele. 57Assim como o Pai que me enviou vive e Eu vivo pelo Pai, também quem de verdade me come viverá por mim. 58Este é o pão que desceu do Céu; não é como aquele que os antepassados comeram, pois eles morreram; quem come mesmo deste pão viverá eternamente.»
59Isto foi o que Ele disse em Cafarnaúm, ao ensinar na sinagoga.» (Jo 6 22-59)

Rita Candeias disse...


Para Fernando Pessoa, «pensar é viver e sentir não é mais que o alimento de pensar». Neste Advento, vais continuar a trabalhar pelo alimento que desaparece ou pelo alimento que perdura?



Qual é a vontade d'Aquele que me chamou e quantos, dos meus, vou perder até à Noite de Natal?



«E todos serão ensinados por Deus», disse Jesus. Escutas regularmente o ensinamento que vem do Pai? Como tens vivido esta experiência d'A Palavra em construção?





A Palavra em construção...

A Palavra é uma Luz

...e nós fechamo-la num quarto escuro

S. Eusébio

16 Dezembro

Henrique Borges





Faz-se Luz


Faz-se luz pelo processo
de eliminação de sombras
Ora as sombras existem
Faz-se Luz
as sombras têm exaustiva vida própria
não dum e doutro lado da luz mas no próprio seio dela
intensamente amantes loucamente amadas
e espalham pelo chão braços de luz cinzenta
que se introduzem pelo bico nos olhos do homem


A sombra dita a luz - não ilumina
Por outro lado a sombra dita a luz
não ilumina realmente os objectos
os objectos vivem às escuras
numa perpétua aurora surrealista
com a qual não podemos contactar
senão como amantes de olhos fechados
e lâmpadas nos dedos e na boca

Mário Cesariny, in "Pena Capital"

A tua palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos (Sl 119, 105)


Toda a obra criadora é uma obra de revelação


Deus disse: "Faça-se a luz."

"No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas. Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou dia à luz, e às trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia." (Gn 1 1-5).





A luz brilhou nas trevas
No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus. No princípio Ele estava em Deus. Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens. A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam. (Jo 1 1-5)



Eu sei


"Se eu beber dessa luz que apaga a noite em mim
E se um dia eu disser que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá
Só Deus sabe o que será
Não há outro que conhece tudo o que acontece em mim."



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Henrique Borges disse...


Se a Luz se faz pela eliminação de sombras, será possível que as trevas na minha vida contribuam para iluminar o caminho a trilhar neste Advento?

A imagem do poeta e pintor, Mário Cesariny, é feliz: "faz-se luz pelo processo de eliminação de sombras". Entende-se aqui a luz como uma partícula de Luz/Vida, i.e., de Jesus/Deus. Ora, esta partícula, esta luz pequenina, como tantas vezes cantamos na catequese, sou eu... Neste sentido, a sombra é a ausência de luz, i.e., a ausência de Jesus/Vida.

Mas Mário Cesariny pinta a manta e diz que "as sombras têm exaustiva vida própria" no próprio seio da luz.
E eu concordo, pois as sombras existem e têm exaustiva vida própria em mim. Mas, como o poeta, também penso que a sombra não ilumina os objectos, tão pouco as pessoas e as respectivas vidas.

Mas o "Faz-se Luz", de Cesariny, é o princípio e...
"No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo e o espírito de Deus movia-se sobre a superfície das águas. Deus disse: «Faça-se a luz.» E a luz foi feita. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. Deus chamou dia à luz, e às trevas, noite. Assim, surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia." (Gn 1 1-5).

Sem Deus, sem o Seu «Faça-se a luz», não teria sentido falarmos hoje de Luz, Advento e Natal, quando «a Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam» (Jo 1, 5).

O Advento, este Advento de 2010, é o tempo de despoletar o processo de eliminar as sombras em mim, pobre amante cego. É o tempo de cumprir o «Faça-se a luz» ordenado por Deus. Dito de outra forma, receberei a luz que brilhou nas trevas na exacta medida de cada ponto de esforço concretizado, de cada erro corrigido, de cada tentação vencida... e serei luz, uma luz pequenina, mas Luz de Jesus.

Os Reis Magos foram guiados pela Luz da Estrela até à Sagrada Família. E a nós que Luz nos conduz?

Que Luz me conduz?!... Que Luz guia os meus passos?!... Que Luz me tira da cama todas as manhãs?!... O Amor, o Dever, a Confiança, a Verdade, a Beleza... Se quiserem, a Felicidade é o meu farol... Mas para quê inventar uma resposta quando está tudo dito no Salmo 119: "A tua palavra é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos". A Igreja - sacramento de Salvação - é a estrela que me conduz à Luz (à Palavra).

José é o Padroeiro das Famílias e do Trabalho. Representa os rostos de todos os pais da Humanidade na sua relação com Jesus. Como articulamos a presença de Deus-Pai nas nossas vidas? "Quem é o melhor Pai do Mundo"?

Perguntar quem é «O melhor Pai do Mundo?» é um jogo que faço, há muitos anos, com o meu filho João Maria. Foi a maneira que eu encontrei, à medida que o íamos/vamos introduzindo no mistério do Pai Nosso - para lhe transmitir os valores da paternidade: «Os pais, participantes da paternidade divina, são os primeiros responsáveis da educação dos filhos e os primeiros anunciadores da fé. Têm o dever de amar e respeitar os filhos como pessoas e filhos de Deus e, dentro do possível, de prover às suas necessidades materiais e espirituais, escolhendo para eles uma escola adequada e ajudando-os com prudentes conselhos na escolha da profissão e do estado de vida. Em particular, têm a missão de educá-los na fé cristã.» (Catecismo da Igreja Católica, 2221-2231)

Todas as razões que ele vai apontando para me considerar o melhor pai do mundo - ou nem por isso - são as mesmas razões que eu, o melhor pai do mundo - ou nem por isso - aponto para considerar que o melhor pai do mundo - ou nem por isso - é o meu pai que, por sinal, também se chamava João Maria.

Claro que o João Maria já entendeu, na inocência dos seus oito anos de vida, que para esta pergunta existem tantas respostas possíveis como o número de pais no mundo - vivos ou mortos - e mais uma: Deus.

nem por isso - e aqui é que reside a graça do jogo - foi a fuga para Deus. Porque eu, o nem por isso melhor pai do mundo (a sombra) sempre que consegue ser eleito o melhor pai do mundo (a luz pequenina) faço lembrar o Deus da oração que Jesus nos ensinou:


Pai nosso, que estais nos céus,
Santificado seja o Vosso nome.
Venha a nós o Vosso reino.
Seja feita a Vossa vontade,
Assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai-nos as nossas ofensas
Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.
Não nos deixeis cair em tentação,
Mas livrai-nos do mal.
Ámen.



A Palavra em construção...

A Palavra é uma Experiência

...e nós reduzimo-la a uma teoria

Sta. Cristiana

15 Dezembro

Joana Figueiredo


Definição de experiência
Definição de teoria

Citações do Wikiquote


  • "Experiência não é o que acontece com um homem; é o que um homem faz com o que lhe acontece".
- Experience is not what happens to a man; it is what a man does with what happens to him.
- Aldous Huxley, in: "Texts and Pretexts", 1932

  • A experiência mostrou-me que as pessoas têm, fundamentalmente, uma orientação positiva. ... Acabei por me convencer de que quanto mais um indivíduo é compreendido e aceito, maior tendência tem para abandonar as falsas defesas que empregou para enfrentar a vida, e para progredir num caminho construtivo.
- Carl Rogers; Tornar-se Pessoa

  • "A vida é curta, a arte é longa, a oportunidade é fugaz, a experiência enganosa, o julgamento difícil."
- Hipócrates, Aforismos, I,1 Apud SOUZA, A. Tavares, Curso de História da Medicina, Lisboa: Fund.Calouste Gulbenkian, 1981, p.56

  • "Pensar no amanhã é fazer profecia, mas o profeta não é um velho de barbas longas e brancas, de olhos abertos e vivos, de cajado na mão, pouco preocupado com suas vestes, discursando palavras alucinadas. Pelo contrário, o profeta é o que, fundado no que vive, no que vê, no que escuta, no que percebe (...) fala, quase adivinhando, na verdade, intuindo, do que pode ocorrer nesta ou naquela dimensão da experiência histórico-social."
- Paulo Freire; "Pedagogia da Indignação"

  • "Temos que usar a experiência naquilo que ela garante, mas também libertar-nos dela, naquilo que prende."
- Álvaro Siza Vieira; fonte: entrevista a Bernardo Pinto de Almeida; Revista UPORTO, N. 9, outubro de 2003, página 34

  • Para quem tem a "experiência de Deus, o mundo é uma grande mensagem".
- "Mística e espiritualidade" - Página 104; de Leonardo Boff e Frei Betto; Publicado por Editora Garamond; ISBN 8576170523, 9788576170525

Experiência
Origem: Wikiquote, a coletânea de citações livre.

Sem Olhos em Gaza, 1936

Alguns factos empíricos anotados por Aldous Huxley:
  1. Todos nós somos capazes de sentir amor por outros seres humanos.
  2. Impomos limitações a esse amor.
  3. Podemos transcender a todas essas limitações - se nos aprouver. É uma questão de observação que, quem quer que o deseje, poderá vencer a repugnância pessoal, o sentimento de classe, o ódio nacional, o preconceito de cor. Não é coisa fácil; mas podemos conseguir, se tivermos vontade e soubermos pôr em prática as nossas boas intenções.
  4. Amor que se manifesta em bom tratamento cria amor. Ódio que se manifesta em mau tratamento cria ódio.
  5. À luz das alíneas anteriores, é óbvio quais deveriam ser os comportamentos políticos entre pessoas, entre classes, entre nações. Mas o saber não basta. Saber, todos nós sabemos; onde quase todos nós fracassamos é em fazer. E a questão está, habitualmente, em achar os melhores métodos de dar cumprimento às intenções. Entre outras coisas, a propaganda da paz deve consistir numa série de instruçoões para a arte de modificar o carácter.
  6. O inferno é a incapacidade de sermos diferentes da criatura segundo a qual ordinariamente nos comportamos.
  7. As escadas sociais tornam-se mais largas à medida que se sobe. Em baixo, mal há lugar para se colocar o pé. No topo, os degraus têm uma largura de vinte jardas.
  8. Certas lembranças, certos processos mentais são como um dente que dói e que se precisa estar sempre tocando, apenas para ter a certeza de que ainda dói.

Estamos na terceira semana do Advento


Vivemos Tua vinda, Senhor, dentro da vida!
Vieste há dois mil anos. A Igreja vive não uma saudade, mas Tua presença, realidade.

Tu vens e estás presente nos factos felizes e tristes de nossa estrada. Estás presente no que acontece no mundo, na Igreja e naqueles que praticam o amor, a caridade, o perdão, a reconciliação e a paz. Tua mensagem incomoda, pois é luz
e a luz espanta a noite!

Vem, continua vindo, mas a gente se pergunta: Estamos preparados, de olhos abertos, para receber a Tua vinda? Vem nascer, Senhor, na Belém das drogas, da violência, da corrupção; na Belém da prostituição do menor, da família desmoronada... vem nascer nas misérias do mundo actual! Então, provaremos Teu Natal, coroando este tempo do Advento!

- Frei Walter Hugo de Almeida -

A Joana disse...


Neste Advento, que falsas amarras devo soltar, para finalmente acolher o Natal?

Em teoria, existem inúmeras falsas amarras que durante o Advento nos comprometemos a soltar para acolher o Natal: hipocrisia, egoismo, cobardia, preguiça, orgulho, impaciência.

Mas quando se trata de experimentar esta mudança, coloco dúvidas a mim mesma se as amarras que me prendem são mesmo "falsas", ou se por outra, as torno reais no meu dia-a-dia quando no turbilhão do mundo esqueço Jesus.

É tão fácil ser pecador...É tão fácil esconder uma verdade dificil, acolher algo só para mim mesma, não ter coragem para Te experimentar, ter preguiça para Te seguir a tempo inteiro, não reconhecer os meus erros, não ter paciência para escutar os outros...

Neste Advento quero apenas pedir-Te que me ajudes, em primeiro lugar, a reconhecer que estas amarras são "falsas"; para que depois Contigo possa soltá-las...Uma por uma..

Quem são os meus pobres neste Natal?

Neste Natal os meus pobres são eu e vocês. Não seremos nós os Pobres em Espírito de que Jesus falava?

Sou Pobre em Espírito,

Cada vez que a minha acção vai contra o meu compromisso com Deus;

Contra a verdade;

Contra a caridade;

Contra a coragem;

Contra a vontade de O seguir;

Contra a humildade;

Contra a paciência.

No concreto da minha vida Senhor, ajuda-me a tornar as minha acções "em favor a..."

Como provarei o Corpo e o Sangue do Senhor?

Só pelo Pão e Vinho posso saciar a pobreza de espírito, a fome de verdade, caridade, coragem e justiça.

"O Verbo fez-se Carne" e realmente habita entre nós até ao final dos tempos. Dá-se a todos nós, cada vez que O comungamos: Corpo e Sangue. O mesmo Corpo trespassado na cruz...O mesmo Corpo nascido Menino em Belém, embalado pela doce Virgem Maria.



A Palavra em construção...

A Palavra é um Caminho

...e nós vemos nela um tropeço

S. João da Cruz

14 Dezembro

Diogo Varelas


Definição de caminho
Definição de tropeço

Cinco poemas e um Caminho


Todos os caminhos me servem


Todos os caminhos me servem.
Em todos serei o ébrio
cabeceando nas esquinas.
Uma rua deserta e o hálito
das pessoas que se escondem,
uma rua deserta e um rafeiro
por companheiro.

Ó mar que me sacode os cabelos
que mulher alguma beijou,
lágrimas que os meus olhos vertem
no suor dos lagares,
que uma onda vos misture
e vos leve a morrer
numa praia ignorada.

Fernando Namora, in "Mar de Sargaços"

Caminhos


Para quê, caminhos do mundo,
Me atraís? — Se eu sei bem já
Que voltarei donde parto,
Por qualquer lado que vá.

Pra quê? — Se a Terra é redonda;
E, sempre, tem de cumprir-se
A sina daquela onda
Que parece vai sumir-se,

Mas que volta, bem mais débil,
Ao meio do lago, onde
A mãe, gota d'água flébil,
Há muito tempo se esconde.

Pra quê? — Se a folha viçosa
Na Primavera, feliz,
Amanhã será, gostosa,
Alimento da raiz.

Pra quê, caminhos do mundo?
Pra quê, andanças sem Fim?
Se todo o sonho profundo
Deste Mundo e do Outro-Mundo,
Não 'stá neles, mas em mim.

Francisco Bugalho, in "Paisagem"

Estrada de Fogo


Pedra a pedra a estrada antiga
sobe a colina, passa diante
de musgosos muros e desce
para nenhum sopé;

encurva, na abstracta encruzilhada;
apaga-se, na realidade. Morre
como o rastilho do fogo,
que de campo em campo aberto

seguia, e ao bater na mágica cancela
dobrava a chama, para uma respiração,
e deixava o caminho do portal
incólume e iniciado.

Fiama Hasse Pais Brandão, in "Três Rostos - Ecos"

Cântico Negro


"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio, in 'Poemas de Deus e do Diabo'

Caminho


I

Tenho sonhos cruéis; n'alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente...
Saudades desta dor que em vão procuro
Do peito afugentar bem rudemente,
Devendo, ao desmaiar sobre o poente,
Cobrir-me o coração dum véu escuro!...
Porque a dor, esta falta d_harmonia,
Toda a luz desgrenhada que alumia
As almas doidamente, o céu d'agora,
Sem ela o coração é quase nada:
Um sol onde expirasse a madrugada,
Porque é só madrugada quando chora.

II

Encontraste-me um dia no caminho
Em procura de quê, nem eu o sei.
d Bom dia, companheiro, te saudei,
Que a jornada é maior indo sozinho
É longe, é muito longe, há muito espinho!
Paraste a repousar, eu descansei...
Na venda em que poisaste, onde poisei,
Bebemos cada um do mesmo vinho.
É no monte escabroso, solitário.
Corta os pés como a rocha dum calvário,
E queima como a areia!... Foi no entanto
Que choramos a dor de cada um...
E o vinho em que choraste era comum:
Tivemos que beber do mesmo pranto.

III

Fez-nos bem, muito bem, esta demora:
Enrijou a coragem fatigada...
Eis os nossos bordões da caminhada,
Vai já rompendo o sol: vamos embora.
Este vinho, mais virgem do que a aurora,
Tão virgem não o temos na jornada...
Enchamos as cabaças: pela estrada,
Daqui inda este néctar avigora!...
Cada um por seu lado!... Eu vou sozinho,
Eu quero arrostar só todo o caminho,
Eu posso resistir à grande calma!...
Deixai-me chorar mais e beber mais,
Perseguir doidamente os meus ideais,
E ter fé e sonhar d encher a alma.

Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'

Jesus, caminho para o Pai


1Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus; crede também em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, como teria dito Eu que vos vou preparar um lugar? 3E quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também. 4E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho.»
5Disse-lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?» 6Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim. 7Se ficastes a conhecer-me, conhecereis também o meu Pai. E já o conheceis, pois estais a vê-lo.»
8Disse-lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!» 9Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e não me ficaste a conhecer, Filipe? Quem me vê, vê o Pai. Como é que me dizes, então, ‘mostra-nos o Pai’? 10Não crês que Eu estou no Pai e o Pai está em mim?
As coisas que Eu vos digo não as manifesto por mim mesmo: é o Pai, que, estando em mim, realiza as suas obras. 11Crede-me: Eu estou no Pai e o Pai está em mim; crede, ao menos, por causa dessas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo: quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas, porque Eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome Eu o farei, de modo que, no Filho, se manifeste a glória do Pai.14Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, Eu o farei.» (Jo 14 1-14)


D. Carlos Azevedo pede «ética rigorosa» no controlo do Estado


D. Carlos Azevedo, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social, convidou os católicos a “pôr toda a criatividade e energia” no combate ao “flagelo do desemprego” e apelou a “uma ética rigorosa no controlo do Estado”.

O bispo auxiliar de Lisboa falava na homilia da cerimónia de distribuição da “Luz da Paz” pelas Cáritas Diocesanas, na igreja da Santíssima Trindade, de Fátima, que decorreu neste Domingo, 12 de Dezembro.

"O que nos permitirá não ser cana agitada por qualquer vento de crise será uma educação consistente, uma justiça eficaz e pronta, uma ética rigorosa no controlo do Estado", disse.

Este responsável desafiou a “repartir o trabalho, regressar à agricultura, optar pela austeridade no estilo de vida”.

Aos presentes, D. Carlos Azevedo pediu que acolham o apelo da Cáritas Portuguesa, na sua campanha “10 milhões de Estrelas”, e acendam “uma vela, na noite de Natal”.


Diogo Varelas disse...


Neste tempo de Advento, a caminho do Natal, todos os caminhos me servem? Ou não sei por onde vou?

A vontade de Deus é que todos nós andemos por um terreno plano, longe de todos os tropeços que possam existir na nossa vida.

Quando o Senhor nos salva ele já nos dá um alvo para visionarmos a salvação eterna.

O caminho do Senhor é perfeito e o caminho do inimigo é sinuoso, cheio de curvas e surpresas, mas Deus jamais pretende surpreender o seu povo desprevinido, por isso ele sempre nos avisa antecipadamente das dificuldades teremos nesta terra.

A sociedade de hoje intitula-se filha de Deus e do Diabo?


Que obras fiz neste ano? Que pedidos Lhe dirigi? Como cantei a Sua Glória? Estou disposto a optar pela austeridade no estilo de vida?



A Palavra em construção...