domingo, 31 de outubro de 2010

Reunião 4: Confidencialidade

O tema da confidencialidade está presente na maior parte das vezes em que alguém nos pede apoio. Para que esse apoio a quem está em crise seja efectivo, é crucial saber quando manter ou quebrar uma promessa de confidencialidade.

Quando quebramos essa promessa, assolam-nos questões como:
  • A confiança que aquela pessoa depositava em mim será perdida?
  • Essa pessoa recusará a minha ajuda, uma vez que violei a sua confidencialidade?
  • Ficará irritada, embaraçada ou magoada?
Não existirão então momentos e circunstâncias em que a confidencialidade deve ser quebrada?
Por exemplo, quando alguém ameaça fazer mal a outro ou a si mesmo, ou quando há abuso físico a acontecer. Existem também áreas mais dúbias, onde não é fácil perceber se se deve quebrar a confidencialidade: aborto, gravidez, abuso de drogas ou álcool, fugir de casa...
O que fazer?


Existem situações que acarretam uma obrigação moral de quebrar a confidencialidade:
  • Alguém está a sofrer ou sofreu abuso físico ou sexual;
  • Alguém planeia agredir outro;
  • Alguém planeia agredir-se a si mesmo.
Quando Reportar?

Como Reportar?
  • Acompanhar: Ficar ao lado da pessoa ao longo do tempo
  • Recursos: Conhecer os recursos de ajuda na zona
  • Tacto: Fazer com que o outro não se sinta rejeitado
  • Envolver: Envolver o outro activamente
Partilhem os vossos testemunhos...

Reunião 4: A dimensão da fé no apoio

Nas encenações que realizaram foram postos à prova quanto a situações concretas, para as quais, como o Padre Jorge e o Henrique frisaram, é-nos muitas vezes difícil trazer a presença de Deus.
Mas porquê a ausência desta 3ª Pessoa, quando precisamente Jesus dá-nos pelo seu exemplo o retrato mais perfeito das qualidades de um apoiante?
Analisemos 5 ocasiões da vida de Jesus em que Ele nos compromete consigo na missão de apoiar o próximo. Quais são as qualidades no gesto de apoiar que Jesus nos propõe seguir?
  • Falar da esperança com confiança corajosa. O tipo de esperança de Jesus está bem patente na história de Lázaro (João 11, 1-23): "O teu irmão ressuscitará."

  • Chorar com os que choram. Jesus chora a morte de Lázaro. Ele participa na condição humana de luto, perda e sofrimento.
  • Promover uma acção rápida. Jesus altera os seus planos e lida rapidamente com aqueles que estão em sofrimento. Isto percebe-se em Marcos 5, 21-43, onde Jesus deixa tudo para ir ver a filha de Jairo. Explica que, por vezes, temos de deixar o que estávamos a fazer para responder aos nossos companheiros que sofrem.
  • Partilhar a mensagem de perdão de Deus. O perdão é decisivo no processo de cura. Em Marcos 2, 1-12 Jesus cura os pecados do paralítico e só depois cura o seu corpo.

  • Ter confiança na oração. Jesus acredita que a oração é poderosa e que as orações de amigos fiéis têm um impacto real. Em Marcos 5, 35-43 a filha do chefe da sinagoga morre mas Jesus diz: "Não tenhas medo, tem fé." A chave para responder às necessidades dos nossos amigos é a nossa capacidade e vontade de rezar por eles.

Reunião 4 - Sei apoiar?

«Vivemos numa época decadente. Os jovens são a coisa mais inútil deste mundo, uns irreverentes e rebeldes. Estão-se nas tintas para a sabedoria dos velhos, não têm respeito nenhum pelo país. São sintomas duma época em que tudo indica estar próximo do fim do mundo». (Atameu, escriba de Tebas, no Egipto, 2500 a.C.)

Os apoiantes, pela positiva

Exprimem confiança, abertura, conforto e empatia

Confiança na Providência (Lc 12,22-31) - 25«Por isso vos digo: Não vos inquieteis quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou beber, nem quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir. Porventura não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestido? 26Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?
27Qual de vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida? (Mt, 6)

Aceitam as pessoas como elas são

O mandamento do amor (Mc 12,28-34; Lc 10,25-28; Jo 13,33-35) - 34Constando-lhes que Jesus reduzira os saduceus ao silêncio, os fariseus reuniram-se em grupo. 35E um deles, que era legista, perguntou-lhe para o embaraçar: 36«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?» 37Jesus disse-lhe:
Amarás ao Senhor, teu Deus,
com todo o teu coração,
com toda a tua alma
e com toda a tua mente.
38Este é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 40Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.» (Mt 22)

Escutam, esclarecem e ajudam as pessoas a ver as alternativas

"A sede é um elemento das experiências elementares dos povos dos desertos. Para quem tem sede, a bebida significa receber de novo a vida. Uma das experiências mais fortes da peregrinação pelo deserto dos israelitas é o facto de não terem sofrido nem fome nem sede.  Quando o povo com sede murmurou contra Moisés, este  a mandato do Senhor, bateu com o bastão na rocha e logo saiu água (Ex 17,5).

Sede é uma necessidade para manter a vida e é uma exigência da água da vida, da água de Deus. A minha alma sem sede de vós meu Deus (Sl 42,2).

Nas profecias, fome e sede são designadas como sinal do julgamento. O interesse de Israel volta-se para tocar flauta e beber vinho, os responsáveis morrerão de fome, os plebeus morrerão de sede (Is 5,12). Um copo de água fria mesmo a um dos menores não ficará sem recompensa (Mt 10,42). A sede pode tornar-se exigência de justiça: bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados (Mt 5,6).

“Que o sedento venha e quem o deseja receba gratuitamente a água da vida” (Ap 22,17).

Sede é sede do futuro e sede de Deus." (Adérito Gomes Barbosa scj.)

Dão apoio e encorajam a tomar atitudes positivas

"Jesus Cristo veio trazer à humanidade a água da vida prometida pelos profetas. Ele é a rocha donde sai a água viva capaz de saciar a sede do povo a caminho da Terra Prometida. Ele é, também, o Templo donde sai o rio que há-de vivificar a Nova Jerusalém. Estas águas são águas do Espírito.

Cristo é a água viva que sacia a sede a todos aqueles que aderem a Ele e à fé.

Deus é a água fresca no oásis do deserto da vida." (Adérito Gomes Barbosa scj.)

Reunião 4 - Amar a Deus e amor ao próximo

A parábola do Bom Samaritano

Lc 10, 25-37

O mandamento do amor (Mt 22,34-40; Mc 12,28-34; Jo 13,33-35) - 25Levantou-se, então, um doutor da Lei e perguntou-lhe, para o experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?» 26Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?» 27O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.» 28Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»
Parábola do bom samaritano - 29Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?» 30Tomando a palavra, Jesus respondeu:
«Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando-o meio morto. 31Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo. 32Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante.
33Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão. 34Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. 35No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: ‘Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.’ 36Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?»
37Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.»

Um breve comentário

A parábola do bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37) leva a dois esclarecimentos importantes. Enquanto o conceito de «próximo», até então, se referia essencialmente aos concidadãos e aos estrangeiros que se tinham estabelecido na terra de Israel, ou seja, à comunidade solidária de um país e de um povo, agora este limite é abolido. Qualquer um que necessite de mim e eu possa ajudá-lo, é o meu próximo. O conceito de próximo fica universalizado, sem deixar todavia de ser concreto. Apesar da sua extensão a todos os homens, não se reduz à expressão de um amor genérico e abstracto, em si mesmo pouco comprometedor, mas requer o meu empenho prático aqui e agora.  (CARTA ENCÍCLICA DEUS CARITAS EST - I Parte, n.º 15)

    18 Out 2010 - Metro de Roma

    Morreu a enfermeira romena de 32 anos, agredida numa estação de metro em Roma, episódio cujas imagens colocadas a circular na internet chocaram o mundo pela violência e indiferença de quem passava. Vê o vídeo.
    O episódio aconteceu depois de um desentendimento ainda na fila para comprar o bilhete. A mulher, que agora faleceu depois de ter estado em coma quase uma semana, foi pedir explicações ao rapaz de 20 anos que respondeu com um violento murro, deixando a enfermeira romena de 32 anos estendida no chão.
    A indiferença das várias pessoas que passaram pelo local e ignoraram a presença de um corpo imóvel no chão chocou o mundo. Logo na altura Gianni Alemanno, presidente da Câmara de Roma manifestou o seu desagrado com a população da cidade. «Quero ver o vídeo e se o que me contaram for verdade, vou apresentar uma queixa à Justiça por negligência contra agressão a desconhecido».
    «É inaceitável que numa cidade como Roma aconteçam este tipo de coisas, as pessoas não podem ficar indiferentes a episódios violentos deste género», concluiu Gianni Alemanno. Notícia retirada do semanário "SOL".

    sexta-feira, 29 de outubro de 2010

    Lançamento da Reunião 4 - Organização do grupo

    Igreja que não transmite o Espírito de Cristo, torna-se estéril

    Alerta de D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca de Lisboa


    D. José Policarpo aproveitou a Festa da Dedicação da Sé Patriarcal para lançar um aviso às estruturas eclesiais e a toda a comunidade cristã (ler notícia):
    • “Se a realidade visível da Igreja não transmitir a força invisível do Espírito de Cristo, torna-se estéril, equivalente a qualquer associação humana”.
    • Para o sucesso do anúncio da Palavra de Deus, “é tão importante a visibilidade da Igreja como a força do seu mistério”.
    • “A Catedral só tem razão de ser, se for o templo visível onde cabe o templo invisível, que é toda a Igreja diocesana”.

    Organização do grupo

    Chegou o momento de tomarmos algumas pequenas grandes decisões sobre grupo:
    • O nome do grupo
    • A missão do grupo
    • A organização do grupo
    • As responsabilidades no grupo
    Lembrem-se do que nos dizia o Pe. Jorge, na primeira reunião: "As obras do telhado são para vós". E tenham presente o alerta do nosso Bispo: “A Catedral só tem razão de ser, se for o templo visível onde cabe o templo invisível, que é toda a Igreja diocesana”. Questionem-se!... Que Igreja queremos ser? Dito de outra forma, em que medida queremos ser Igreja? Melhor, onde começamos ou deixamos de ser cristãos?

    Vá lá, digam de vossa justiça!...

    sexta-feira, 22 de outubro de 2010

    Lançamento da Reunião 3 - COR

    C.O.R.

    • Ponto de encontro: Estação de Queluz-Belas
    • Data: Sábado, 23 de Outubro
    • Hora: 13:00
    • Regresso: cerca da meia-noite

    Uma visita inesperada

    Sexta-feira, dez da noite.
    - Nok, nok!...
    Fomos apanhados de surpresa. Eram dois jovens.
    - Viemos lembrar que o COR de Jovens é já neste sábado, pelas 14:00, na Igreja de Santa Maria Mãe de Deus, em Agualva...
    A Lita pediu para falar com a Paula, minha mulher. O André conversou comigo. Expliquei-lhe, resumidamente, a génese do nosso grupo e convidei-o a ler o nosso blog.
    Entre tantas ideias, disse-lhe que a participação do grupo no COR visava proporcionar a cada um de nós a descoberta ou a redescoberta do seu lugar na Igreja e do lugar da Palavra de Deus na sua vida.
    - Só precisas de trazer o teu coração aberto - disse-me o André.
    Sorri.
    - Cristo conta contigo... - insistiu ele.
    Imaginei-me no COR.
    - E nós também. - rematou o André.
    Assim como chegaram, partiram, passo-a-passo, sem alarido. Pouco depois, o telefone tocou. Era a Joana relatando que também havia recebido duas visitas inesperadas.
    Recordando os desafios da Nova Evangelização, dei comigo a meditar na recente visita do Santo Padre a Portugal e no desafio que ele então nos deixou: fazer da nossa vida um lugar de beleza.

    Testemunhos

    domingo, 17 de outubro de 2010

    Reunião 2 - Eu Acredito!

    No nosso dia-a-dia deparamo-nos com toda a espécie de valores, crenças e comportamentos próprios da sociedade diversificada em que estamos inseridos. No meio da multiplicidade de ideais e modos de crer, é muitas vezes difícil fazer ressurgir perante os outros, a nossa voz activa de jovens cristãos. No entanto, mesmo perante as dificuldades impostas, aqui estamos nós!

    O que destaco deste 2º encontro é a força viva de um "Eu Acredito!" que se sobrepõe às dúvidas e hesitações, que também existem é certo, mas que são largamente ultrapassadas por esta atitude de fé.

    Na Fé O vejo: eu acredito!
    Na Igreja O escuto: eu acredito!
    No Amor O toco: eu acredito!
    Por isso eu digo: eu acredito!

    Na Fé O vejo: eu acredito!
    Na Igreja O escuto: eu acredito!

    No Amor O toco: eu acredito!
    Por isso eu digo: eu acredito!
    Afinal, como é o nosso acreditar? Quem é o nosso Deus?

    Afinal, como é o nosso acreditar?

    Quem é o nosso Deus?

    • O Deus castigador que estará presente no Dia do Juízo Final?
    • Um Deus feito à nossa maneira, mutável ao sabor das nossas convicções pessoais?
    • Ou um Deus de Amor, misericordioso e compassivo?

    Qual a imagem que construímos de Deus? Aquele em que "Eu Acredito"?




    COMENTEM!!!

    Reunião 2 - Eu Acredito! (II)

    Ligando o nosso encontro às leituras deste Domingo, em particular, ao Evangelho (Lc. 18,1-8), e tendo como pano de fundo o salvamento dos 33 mineiros das jazidas de San José, no Chile, que passaram 69 dias soterrados, a 700 metros de profundidade, algumas ideias me assaltam de imediato:
        • Corria o ano de 1985, assinalava-se o 40º aniversário da ONU e Madre Teresa foi convidada a discursar na assembleia geral. Pérez de Cuéllar, então secretário-geral, apresentava-a como a "mulher mais poderosa do Mundo" - ela tinha ganho o Nobel da Paz 6 anos antes.
    • a importância da comunicação (quer para o corpo, quer para a alma)...
    • a evidência de que fomos chamados à vida em comunidade, com regras (incentivos e penalidades), com pactos (alianças), com objectivos comuns (individuais e/ou partilhados), com diferenças/divergências...
    • a necessidade do estabelecimento de prioridades...
    • a urgência do retorno ao primado do bem comum  
    • a inquietação como ponto de partida para a busca e para o encontro em vez de desculpa para desatinar...
    • a certeza de que a Igreja (comunidade e sacramento de salvação) é o meu lugar favorito...
      • o lugar em que quero estar (a minha/nossa casa);
      • o lugar quero transformar (o meu/nosso legado);
      • o lugar que me/nos torna melhor(es), mais humano(s), mais santo(s).
    PS - O próximo comentário à Reunião 2 deve ter o título "Reunião 2 - Eu Acredito! (III)" e assim sucessivamente. Pode ser? Do que estão à espera?... Toca a partilhar!...

      sábado, 16 de outubro de 2010

      Modos de crer

      O universo religioso em que nos movemos é incrivelmente plural e mutável. Há uma ampla variedade de posições e sensibilidades. Aqui ficam 12 modos de crer.

      Um acreditar convicto

      A minha vida é sustentada pela Palavra de Deus e pelos ensinamentos da Igreja. Os sacramentos são o meu alimento, em particular, a Eucaristia.

      Um acreditar sincero mas que rejeita determinadas posições

      Eu acredito com a Fé da Igreja mas rejeito certos conteúdos:
      • Não acredito no inferno nem no purgatório;
      • Não acredito na infalibilidade do Papa;
      • Não acredito na indissolubilidade do matrimónio;
      • Muitas vezes me interrogo: “porquê o sofrimento se Deus é bom?”.

      Um acreditar sincero mas com graves lacunas

      Sou católico, tenho creio em Deus, Criador do Céu e da terra, mas…

      Um acreditar mudo e cheio de dúvidas

      Acredito em Deus, mas…
      • Tenho tantas, tantas dúvidas…
      • Não consigo falar de Deus Pai, Filho e Espírito Santo...

      Um acreditar acomodado

      Fui educado a acreditar e, por interesse ou por preguiça, não ponho nada em questão. Estou confortavelmente instalado no meu cantinho. Por favor, não me incomodem!

      Um acreditar recuperado

      No passado, abandonei a Fé, mas agora voltei a acreditar.

      Um acreditar subjectivo

      Acredito num Deus à minha maneira:
      • Assumo-me como autor da minha própria fé;
      • Rejeito as imposições da Igreja ou da Bíblia;
      • Tenho as minhas próprias prioridades, convicções e comportamentos.

      Um acreditar intermitente

      Sou intermitente:

      Nem sim nem sopas

      Tenho um atitude de equidistância face ao crer e ao não crer. A verdade é que ainda não encontrei uma razão suficientemente forte para assumir uma posição ou outra.

      Um laicismo não fechado a Deus

      Não acredito em Deus, acho escandalosa a história da Igreja, mas sou sensível a certos valores apregoados por Jesus como…
      • a igualdade,
      • a paz, a justiça, e
      • a fraternidade.

      As crenças de substituição

      Acredito na reincarnação e na antevisão do meu destino através do horóscopo e da adivinhação. Acredito na força do destino.

      A vida depois da morte

      Não tenho grandes certezas sobre a vida depois da morte.
      • A ressurreição? Acredito, mas…
      • A vida eterna? Quanto mais tarde, melhor…
      • O Juízo Final? Pois, sim…

      E Jesus Cristo?

      • Reconheces que Jesus Cristo existiu?
      • Reconheces Jesus Cristo como O enviado do Pai?
      • Jesus Cristo foi apenas um homem com dotes especiais: um S. Francisco de Assis ou uma Madre Teresa?
      • Consideras que Jesus Cristo é o equivalente a Buda, a Maomé ou outro grande personagem?

      segunda-feira, 11 de outubro de 2010

      Lançamento da Reunião 2 - Apresentação do Projecto GPS

      No próximo sábado, 16 de Outubro, faremos a apresentação do "Projecto GPS", um itinerário de formação para jovens, das Edições Salesianas, que propõe-se a construir um crente completo!

      Um crente, efectiva e afectivamente inserido na comunidade eclesial.

      Um crente que se compromete na transformação interior da sua pessoa e do ambiente que o rodeia.



      No "Livro Um do Projecto GPS - Itinerário para jovens" vais encontrar os temas e actividades para os encontros de grupo durante o primeiro ano do itinerário GPS.

      Ao todo, o livro apresenta seis módulos. Cada um é desenvolvido em cinco encontros.
      • Módulo 1: Eu, os outros e o Reino
      • Módulo 2: Um Deus perto de nós
      • Módulo 3 : Oração: liberdade e amor
      • Módulo 4: O Pai e os outros
      • Módulo 5: Ser solidário
      • Módulo 6: Um Deus on-line
      Para cada reunião apresentamos os objectivos, os conteúdos, recomendações, material necessário e as indicações práticas para conseguirmos uma participação profunda e alegre.

      Atenção: Traz devidamente preenchida a ficha de inscrição para o Curso de Orientação Religiosa (COR), que ocorrerá no fim-de-semana de 23/24 de Outubro, na Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus, Paróquia de Agualva, sob a direcção espiritual do Pe. Joaquim Maia. Solicita a ficha de inscrição aqui.

      Não hesites! Vem fazer um chek-up! Vem esclarecer dúvidas, firmar certezas, sentir o pulsar de outros jovens que, como tu, procuram transformar-se e transformar o mundo que os rodeia, à luz de Cristo.

        domingo, 10 de outubro de 2010

        Reunião 1 - Pontapé de saída

        Passo a passo, grão a grão

        "Passo a passo, grão a grão
        Completemos esta construção,
        Não imaginas o poder,
        Que te deixaram na palma da mão."

        Ontem demos o primeiro passo: um pequeno grande passo no lançamento do grupo de jovens. De tudo o que foi dito, guardo a provocação lançada pelo Pe. Jorge: "as obras do telhado da igreja são para vós, o futuro da Igreja em Queluz".

        Ufa!... Que tremenda responsabilidade!... Mas a vida é mesmo isto: assumir, passo a passo, grão a grão, na alegria e na tristeza, a condição de filhos de Deus. Esse é o poder que Ele depositou nas palmas das nossas mãos.

        Dito de outra forma, conforme o Evangelho de hoje – ano C, 28º Domingo do tempo comum, vede Lc 17,11-19 – Deus tem uma proposta de vida nova e de libertação para oferecer a todos os homens. Contudo, o acento do Evangelho é posto – mais do que no episódio da cura em si – no facto de que, dos dez leprosos curados, só um tenha voltado para trás para agradecer a Jesus.

        E nós?... Queremos voltar atrás para agradecer a Deus, que Se fez pessoa para trazer, com gestos concretos, a salvação a todos os homens, particularmente aos oprimidos e marginalizados? Reconhece-mo-nos entre os marginalizados? Ou vogamos alegres e confiantes ao sabor da espuma dos dias?...

        quarta-feira, 6 de outubro de 2010

        Actividades previstas para o mês de Outubro 2010

        Dia 9

        Reunião 1 - Pontapé de saída

        Dia 16

        Reunião 2 - Apresentação do Projecto GPS

        Dia 23/24

        CURSO DE ORIENTAÇÃO RELIGIOSA (C.O.R.)
        • Direcção Espiritual: Pe. Joaquim Maia
        • Local: Igreja de Nossa Senhora Mãe de Deus, Paróquia de Agualva
        • Hora: 14:00

        Dia 30

        Reunião 3 - Apresentação das JMJ

        • Etapas do itinerário para as JMJ propostas pelo Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ)
        1. JMJ: Jesus no Meio dos Jovens
        2. JMJ e Palavra de Deus
        3. JMJ e Baptismo
        4. JMJ e Igreja
        5. JMJ e Missão
        6. JMJ e Amizade
        7. JMJ e Matrimónio
        8. JMJ e Sacerdócio
        9. JMJ, História, programa e sentido
        10. JMJ e Santidade
         Vamos procurar conciliar estes temas com o itinerário do Projecto GPS.

          Itinerário de Formação

          Reuniões semanais

          Tempos fortes

          • Advento
          • Natal
          • Quaresma
          • Páscoa
          • Pentecostes

          Momentos celebrativos especiais


          XXVI JMJ

          "Enraizados e Edificados em Cristo, Firmes na Fé"
          (Col 2,7),  tema escolhido por BENTO XVI

          Em 1986, pela primeira vez, o Papa João Paulo II, reuniu jovens de todo o mundo para a Jornada Mundial da Juventude, um grande encontro em torno do Sucessor de Pedro, uma festa de Fé, de Alegria e de Solidariedade que desafia cada um de nós a ser testemunha de Cristo na nossa sociedade e sinal de esperança.
          Ao longo dos anos, de Paris a Denver, de Manila a Roma, de Sidney a Colónia, foram milhões os que responderam ao apelo e se encontraram para, em Igreja, celebrar o Amor Maior que nos une.
          Agora, é Bento XVI que nos convoca para um “encontro pessoal com Cristo”, em Madrid em Agosto de 2011. É a XXVI JMJ. Firmes na fé, estamos a caminho!

          Arranque do Grupo de Jovens

          Este ano, na nossa paróquia, temos um novo grupo de jovens a funcionar. No próximo sábado, 9 de Outubro, pelas 16:30, vamos dar o pontapé de saída. Comparece! Ah!... O grupo pretende ser uma comunidade de partilha e de formação onde não existem assistentes, mas onde cada elemento é responsável por toda a vida do grupo.


          Programa
          1. Acolhimento
          2. Apresentação da equipa de animadores (Joana Figueiredo & Henrique Borges)
          3. Apresentação do Itinerário de formação
          4. Actualização das fichas de contacto
          5. Oração
          6. Despedida